Não tem prá ninguém!
O trabalho desse pernambucano extrapola qualquer fronteira .
Com sua postura essencialmente experimental ele conduz sua exploração polissensorial do mundo.
E nos leva junto! Com muito prazer, obrigada!
Ele faz da leveza um aprendizado presente nos passos de dança, em suas melodias , e tudo sempre recheado de brasilidade, enraizado na alegria de quem busca com sinceridade de coração e clareza de propósitos!
Aqui vai, trechos do DVD que o selo SESC lançou:
http://www.youtube.com/watch?v=dRGyGpIbkMA&playnext=1&list=PL734E8B97ECA9F445&feature=results_main
domingo, 30 de setembro de 2012
sábado, 29 de setembro de 2012
Presence and Singularity Presença e Singularidade
These two
attributes could not be set aside at the expense of the concept and the quantity.
I am also
referring to the care that must be taken when listening to music and the
contribution that every musical performance gives so that this process may be
"active" ... and not "passive", that is, to be heard with
intellect and emotion.
I don't
believe it is possible to form a public with only quantity and overexposure of
the "musical product", but, in fact, with presence and singularity.
It is
crucial that the "presence" of the composer is manifested in the
"singularity" of the performance.
Listen to
the second movement of the Symphony 103 by J.Haydn, "Andante piu tosto
Allegretto”.
Haydn loved
folk music and in this musical movement of this masterpiece he uses two Eastern
European folk themes and develops throughout the musical discourse variations
of these themes.
The first
theme is serious and the tone of the minor is presented by the strings.
In contrast
we have the second theme, in the larger one, where they join the strings, horns
and woods.
Notice also
the solo flute and oboe, leading to the end of the movement. We’ve got the
balance between the creation of the composer and execution of the Orchestra
della Swizzera Italiana, conducted by Peter Maag.Esses dois atributos não poderiam ser postos de lado em detrimento do conceito e da quantidade.
Estou me referindo também ao cuidado que se deve ter no processo de escuta musical e na contribuição que toda apresentação musical dá para que esse processo seja "ativo"...e não "passivo", isto é, que se escute com inteligência e sentimento .
Não acredito ser possível formar público apenas com quantidade e super exposição do "produto musical", mas sim com presença e singularidade.
É fundamental que a "presença" do compositor esteja manifestada na "singularidade" da execução.
Escutem o segundo movimento da sinfonia 103 de J.Haydn, "Andante piu tosto Allegretto.
Haydn amava a música folclórica e nesse movimento dessa obra ele utiliza dois temas folclóricos do leste europeu, e desenvolve ao longo do discurso musical variações sobre esses temas.
O primeiro tema, é sério e na tonalidade de do menor e é apresentado pelas cordas.
Contrastando temos o segundo tema, em do maior, onde se juntam às cordas, trompas e as madeiras .
Observem também o solo de flauta e oboé, conduzindo ao final do movimento.
Temos o equilíbrio da criação do compositor e da execução pela Orchestra della Swizzera Italiana, sob a regência de Peter Maag.
http://www.youtube.com/watch?v=MYrfCTTkFlU
quinta-feira, 27 de setembro de 2012
Swing: Vitalidade e Estilo
Estou me referindo aqui não a uma característica do jazz, mas sim a um estilo que floresceu entre 1935 e 1945.
A "Era Swing" ainda me encanta, sobretudo por acordar toda a sedução do balanço de grandes Big Bands, que com seus sax, trombones,clarinetes e trompetes passeiam pelo discurso musical e muitas vezes permitem que cada músico faça seus improvisos trazendo grande variedade de cores à melodia.
Que venham muitos improvisos num tempo robótico e árido.
Que venham músicos criativos e apaixonados pelo que fazem!
Escutem essa interpretação de "Blue Skies", de Irving Berlin, pela Benny Goodmann Band, , num arranjo de Fletcher Henderson.
Essa música é um exemplo típico do padrão jazzístico de pergunta e resposta.
http://www.youtube.com/watch?v=12yClIebiXk
A "Era Swing" ainda me encanta, sobretudo por acordar toda a sedução do balanço de grandes Big Bands, que com seus sax, trombones,clarinetes e trompetes passeiam pelo discurso musical e muitas vezes permitem que cada músico faça seus improvisos trazendo grande variedade de cores à melodia.
Que venham muitos improvisos num tempo robótico e árido.
Que venham músicos criativos e apaixonados pelo que fazem!
Escutem essa interpretação de "Blue Skies", de Irving Berlin, pela Benny Goodmann Band, , num arranjo de Fletcher Henderson.
Essa música é um exemplo típico do padrão jazzístico de pergunta e resposta.
http://www.youtube.com/watch?v=12yClIebiXk
quarta-feira, 26 de setembro de 2012
Exotismo: Obras musicais a partir de fotografias?
Sim! Qualquer compositor de gênio pode se divertir com a introdução de soluções sonoras ou o emprego de processos composicionais exóticos, sem com isso modificar sua visão do ato criador.
Assim, quando Villa-Lobos constrói obras a partir de fotografia ou de plano topográfico não se trata de uma negação da estruturação musical da tradição.
Pois os sons sugeridos pelo acaso das linhas de uma fotografia tomam um sentido específico, dentro da estrutura geral do pensamento do compositor.
Como no "New York Sky-lines".obra composta a partir de fotografias de Nova Iorque.
Vale conferir! Na gravação realizada em abril de 2000 pela Stuttgart radio Symphony Orchestra of SWR, sob a regência de Carl St.Claire.
http://www.youtube.com/watch?v=odjN9-xdTd4
Assim, quando Villa-Lobos constrói obras a partir de fotografia ou de plano topográfico não se trata de uma negação da estruturação musical da tradição.
Pois os sons sugeridos pelo acaso das linhas de uma fotografia tomam um sentido específico, dentro da estrutura geral do pensamento do compositor.
Como no "New York Sky-lines".obra composta a partir de fotografias de Nova Iorque.
Vale conferir! Na gravação realizada em abril de 2000 pela Stuttgart radio Symphony Orchestra of SWR, sob a regência de Carl St.Claire.
http://www.youtube.com/watch?v=odjN9-xdTd4
domingo, 23 de setembro de 2012
What a pair: “Fritz Wunderlich and Hubert Gieser” Que dupla: "Fritz Wunderlich e Hubert Gieser"
The
interpretations of these two great artists of German Lied are still alive and
well. In particular the comprehension of the music played by pianist Hubert
Gieser is illuminating and flawless and I say the same about tenor F.
Wunderlich.
A few
comments about his wife, Eva Wunderlich and Peter Karger, for whom he sang for
the last time, when the day before his departure he said farewell to his friend
and soon afterwards he fell down some stairs and got a skull fracture.
He died the
next day… That was in 1966 and he was only 36 years old! “He didn’t act in just any way… he
transformed himself for that.” “He opened in himself a trunk… and he would
spread himself when he would sing.” “He always sang as if it were the last
time.” “He is absolutely happy with what he does.”
So all of
you can listen, accompanying the music sheet and noting how the music flows
from the voice… and the piano.
Songs from
op.48, by Robert Schumann.
As interpretações desses dois grandes intérpretes do Lied alemão ainda estão vivas.
Em especial a compreensão da música pelo pianista Hubert Gieser é luminosa e impecável e digo o mesmo do tenor F.Wunderlich.
Alguns comentários de sua esposa, Eva Wunderlich e de Peter Karger, para quem ele cantou pela última vez, quando na véspera de sua partida para os EUA se despedia do amigo, e logo em seguida caiu de uma escada e teve fratura craniana .
Faleceu no dia seguinte...Isso foi em 1966, e ele tinha 36 anos!
" Ele não atuava de qualquer maneira...ele se transformava para isso."
"Ele abria em si um baú...e se espalhava, quando cantava."
"Ele sempre cantava como se fosse a última vez."
"Ele está absolutamente feliz com o que faz."
Para vcs ouvirem, acompanhando a partitura, e percebendo como a música flui...da voz ...e do piano.
Canções, do op.48, de Robert Schumann.
http://www.youtube.com/watch?v=pYlRA6wwdcY
sábado, 22 de setembro de 2012
What would Beethoven say? O que diria Beethoven?
When I finished
the [piano] session with a 4 year old boy, within the autistic spectrum…
gentle… perceptive… I had the sensation that he had gotten a little closer to
what music causes in me.
In one of
the moments of the session, he looked at me and I said: Hey honey… let the
music (we were listening and making choreographies…) show you how great it is
to get close to it!
He was on
top of my lap and he dropped his arms, like a bird and gritted his teeth…
showing his joy… and continued moving as if he wanted to fly… move to a
different dimension!
And that’s
where the magic of music lies.
In
reviewing the reports that we showed on 28/10, I strongly felt that my focus…
and I hope that it’s the group’s as well… is simply permit that the shared
sounds have “interactive” meaning for us and for the public.
That’s it!
I share a
report held in Amazonia that emphasizes what I just said.
It’s about
a group of young people that find themselves very early with the help of music
and share their discoveries with autistic children.
What would
Beethoven say if he were to hear/see his melodies…called by millions of people
the “Ninth Symphony”… being executed by these young people??
I don’t
know! I like it!
Quando terminei a sessão com o garotinho de 04 anos, dentro do espectro autista...meigo...perceptivo...tive a sensação de que havia chegado um pouco mais perto do que a música provoca em mim.
Num dos momentos da sessão , ele olhou para mim, e eu disse: Ei querido....deixe a música ( que estávamos ouvindo e fazendo coreografias...) mostrar a você o quanto é bom chegar perto!
Ele , que estava no meu colo...soltou os braços, como um passarinho e rangeu os dentinhos...mostrando alegria...e continuou se movimentando como que querendo voar...mudar de dimensão!
E aí está a magia da música.
Ao rever o repertório que mostraremos no dia 28/10, senti fortemente que o meu foco...e tomara que seja do grupo...é simplesmente permitir que os sons compartilhados tenham significado "interativo " para nós...e para o público.
É isso!
Compartilho uma reportagem realizada na Amazônia que enfatiza o que acabei de dizer.
É sobre um grupo de jovens...que se descobrem muito cedo com o auxílio da música, e compartilham com crianças autistas essas descobertas.
O que diria Beethoven ao ver/ouvir sua melodia....chamada por milhões de pessoas de "Nona Sinfonia" ...sendo executada por esses jovens??
Não sei! Eu gostei!
http://www.youtube.com/watch?v=YPFmzUTa3bI
sexta-feira, 21 de setembro de 2012
"Tudo De Novo Vira Começo"
Nesse recital mostraremos um repertório coerente com a nossa proposta , tendo algumas músicas sendo executadas em primeira audição, tais como a
transcrição da “Fantasia” de F.Schubert, o “Gonzagueando”, onde temas de Luiz
Gonzaga dialoga com Ernesto Nazareth, temos também o “lembrando Paradiso”, onde
o tema de Morricone é permeado com lembranças de outros compositores, e também
“Ensaio para Aquarela do Brasil”, onde esse nosso “hino” trás referências rítmicas do jazz, além do samba
de raiz.
Também estarão conosco...e com vocês também...
Será no dia 28 de outubro , domingo, às 18:00hs
Ingressos à venda! Não deixem de reservar os seus...de sua família...os dos amigos...os dos colegas...enfim...todo mundo que quiser compartilhar conosco! Aproveitem essa chance de nos ouvirem...
Assinar:
Postagens (Atom)





